Coudelaria Lima Monteiro
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    COUDELARIA LIMA MONTEIRO 

    " Nos meados do século passado os meus antepassados nas suas lavouras, éguas que destinavam aos serviços agrícolas de gradagens e debulhas. Eram animais de pequeno porte, muitos rijos e sóbrios. Os que possuía Joaquim Faustino Monteiro, de quem meu pai, Francisco Lima Monteiro, seu sobrinho e afilhado, foi herdeiro, conservaram sempre essas características, por nunca Ter sido introduzido sangue de outros proveniências. Meu avô materno , Ernesto José Serrano, lavrador progressivo, tentou melhorar a sua éguada com a introdução de Reprodutores, da Coudelaria Nacional da Fonte Boa e por aquisição.
    Foi com estas procedências que meu pai constitui a sua éguada, que continuou melhorando até que, em 1921, toma de trepasse toda a importante lavoura que possuía na Azambuja, Pedro Abreu, de que fazia parte uma grande manada de éguas. Com estas e com as que já possuíamos, forma-se um enorme efectivo, donde se escolheram cerca de 80 éguas, das quais 50 foram registadas como Reprodutoras pelos Serviços de Remonta do Exército, a que foram lançados cavalos Andaluzes e Espano-Arabes das Coudelaria de Alter e Fonte Boa.
    Por morte de meu pai em 2 de Fevereiro de 1923, passam essas éguas para a posse da Sociedade que se constituiu sob a designação deLIMA MONTEIRO Lda, e mais tarde por dissolução daquela, para mim, em numero mais reduzido.
    O desinteresse pelo cavalo em todos os sectores onde ele era factor predominante, originaram a redução e até desaparecimento de muitas Coudelarias. Não podia a nossa, deixar de sentir aqueles efeitos e assim se foi reduzindo onúmero de animais, o qual hoje é de 10 éguas reprodutoras."


    Estas palavras assinadas por JOAQUIM SERRANO LIMA MONTEIRO servem de introdução ao LIVRO DE REGISTO DA COUDELARIA, que foi aberto em 1940, mas onde se verifica haver animais ferrados com o actual ferro, desde o final do século passado. Verifica-se que a partir desta data e por iniciativa do seu proprietário a éguada foi sendo progressivamente melhorada e aumentada, quer pelo sistemático beneficio das éguas com Reprodutores da Fonte Boa ou de José Infante da Câmara, quer por aquisição de animais de qualidade a Prudêncio da Silva Santos, a Francisco Ribeiro da Costa, á Fonte Boa, ao Cigano Amadeu, ou ainda na Feira de Santarém. O solar da éguada era o campo da Azambuja e os poldros depois de desmamados eram recolhidos no Vale de Santarém.

    O ano de 1962, constitui um novo e importante marco na História da Coudelaria, portanto após o falecimento de D.Duarte Francisco Manuel (Atalaia), Joaquim Lima Monteiro comprou a seus herdeiros cinco éguas, com muito sangue inglês, descendentes de Yport, cavalo Puro Sangue que aquele célebre criador tinha importado de Inglaterra. A partir de então manteve dois grupos de éguas produzindo o cavalo Lusitano e Anglo-Lusitano.

    Com falecimento de Joaquim Lima Monteiro em 1976, seu genro José Manuel Andrade dada a sua paixão pelo hipismo reforçou a tendência da COUDELARIA para produzir cavalos de desporto, promovendo cruzamentos de éguas, bem como as cruzadas de proveniência Atalaia, com garanhões Puro Sangue Inglês, sem no entanto por em causa a éguada lusitana. Em 1984, adquiriu um Garanhão, Puro Sangue Inglês, de nome Dick Turpin e proveniente dos Estados Unidos da América.

    Em 1986 a éguada passou a constituir património da Sociedade Agro-Pecuaria do Pingalim,Lda, empresa familiar que passou a gerir o património individual de Encarnação Lima Monteiro, de Maria Emília Lima Monteiro Andrade, de José Manuel Andrade e de José Lima Monteiro Andrade.
    Esta situação originou a mudança da éguada que desde a sua fundação pastou no Ribatejo, para passar a Ter o seu solar no Alentejo na Herdade da Sousa da Sé.

    No final de 1992, adquiriu cinco éguas Puro Sangue Inglês, importadas de França e um Garanhão, grupo de animais que se encontra a pastar autonomamente na Quinta da Azervada em Coruche, pretendendo apostar num tipo de criação particular de cavalos e na expectativa que venham a ser uma realidade em Portugal as corridas de Galope.
    A Coudelaria desbasta todos os seus produtos nas suas instalações de Almeirim, tentando assim fazer uma selecção relativamente aos diferentes objectivos e aptidões de cada raça que produz.


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